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O potencial económico do Metaverso

O termo “metaverso” foi usado pela primeira vez no livro Snow Crash, de 1982, escrito por Neil Stevenson. O metaverso de Stevenson era um lugar virtual onde os personagens podiam ir para escapar de uma realidade totalitária sombria.

Embora o conceito de metaverso esteja em desenvolvimento nas últimas duas décadas, ainda se encontra nas fases iniciais de desenvolvimento. O metaverso pode ser definido como um espaço de realidade virtual onde os utilizadores interagem num mundo digital partilhado, e espera-se que seja a próxima grande novidade na indústria tecnológica, com o potencial de revolucionar a forma como vivemos, trabalhamos e interagimos uns com os outros. Embora no passado muitas tecnologias tenham falhado em cumprir as suas promessas, milhares de milhões de dólares estão a ser investidos no Metaverso, o que significa que alguns dos maiores talentos do mundo estão profundamente empenhados em torná-lo uma realidade.

De acordo com um relatório recente da IDC, prevê-se que o mercado global do metaverso cresça a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) superior a 60% durante o período de previsão de 2021 a 2026. O relatório afirma que o metaverso terá um impacto significativo em vários setores, incluindo o financeiro, o retalho e os cuidados de saúde.

A Gartner, uma empresa líder em investigação e consultoria, prevê que o metaverso se tornará mainstream até 2030. Num relatório, a Gartner afirma que “o metaverso tornar-se-á uma realidade mainstream até 2030, com milhares de milhões de pessoas e empresas a participar em mundos virtuais. O metaverso será o meio mais imersivo e expressivo da história da humanidade, proporcionando novas oportunidades de entretenimento, trabalho, aprendizagem e socialização.”

Da mesma forma, a McKinsey, uma empresa global de consultoria de gestão, prevê que o metaverso será um mercado de 1,41 biliões de dólares até 2030, criando novas oportunidades tanto para as empresas como para os consumidores. O metaverso permitirá novas formas de interação social, entretenimento e comércio, e será um motor fundamental da inovação e do crescimento na economia digital.”

O metaverso poderá ter um impacto significativo em várias indústrias, tais como:

  • Setor Financeiro: entrega aos clientes uma plataforma para negociação e investimento virtual, permitindo aos clientes comprar e vender ativos virtuais como moedas virtuais e colecionáveis digitais.
  • Entretenimento: fornecer uma nova plataforma de entretenimento, como concertos virtuais e eventos desportivos, permitindo aos fãs assistir e interagir com os seus artistas e equipas favoritas num ambiente virtual.
  • Indústria da saúde: oferecendo uma terapia baseada em realidade virtual a pacientes, como terapia de exposição baseada em realidade virtual para pacientes com fobias ou transtorno de stress pós-traumático.
  • Retalho: entrega de uma nova plataforma para e-commerce, que permite aos clientes comprar em lojas virtuais e experimentar roupa em provadores virtuais.
  • Educação e Formação: O metaverso poderia fornecer uma nova plataforma para salas de aula virtuais e formação virtual, permitindo que alunos e funcionários aprendam e pratiquem num ambiente virtual.

No entanto, é importante notar que o desenvolvimento do metaverso também depende de vários fatores, como avanços tecnológicos, adoção pelos utilizadores e quadros regulamentares. A tecnologia necessária para construir o metaverso, como a realidade virtual e a realidade aumentada, já está disponível, mas ainda precisa de ser mais desenvolvida e refinada para tornar o metaverso uma experiência fluida e totalmente imersiva para os utilizadores. Adicionalmente, o desenvolvimento do metaverso também depende da disponibilidade de internet de alta velocidade e conectividade 5G, que ainda estão a ser implementadas globalmente.

Em conclusão, o metaverso ainda se encontra numa fase inicial de desenvolvimento, mas espera-se que se torne uma realidade generalizada até 2030, com a Gartner e a McKinsey a preverem um mercado de 1,41 biliões de dólares até essa data. O metaverso tem o potencial de revolucionar vários setores e a forma como vivemos, trabalhamos e interagimos uns com os outros, e será interessante ver como se irá desenvolver nos próximos anos.

 

David Faustino

Diretor Executivo

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